A origem da Promessa

Tudo começou, no que toca a Erde Bethakhes, como em outros cantos do Universo de Donn : por agregação ou por resultado da colisão de corpos distintos. Os corpos opostos colidem violentamente, depois de orbitarem um eixo comum, dando origem a corpos com características e destinos diferentes de seus originais. Corpos idênticos se agregam, sem colisões, desde que formados por matéria sutil, ficando o de maior poder de atração como regente e centro de gravidade. Isto vale para os orbes, para os reinos da Natureza como para as sementes humanas (mennen ziren) e suas relações.

Tal como em nossas entranhas, assim o é no mais alto dos Habnen. O que ocorre aos vermes no interior do barro faz coro com o ritmo das esferas celestes. Nosso Grande Hierofante e Preposto de Donn, o qual está diante de seu Assentamento, Mikhail, nos ensina (por meio de seus sinais, os quais lemos na Criação) que o Universo visível se funda em peso, medida e profundidade. Esses são os três modos de ver com nossos olhos. No entanto, há um meio que nossos olhos não percebem. Há as Ribe Men, as “grandes águas”, nas quais flutuam, milagrosamente, as fundações dos modos de ver. Como poderiam os vermes descrever os movimentos de nossas entranhas? Acaso, pois, eles o ignoram? Por certo que não!

Uma Erde é uma “Terra” (coesão final de elementos pela ação da Inteligência) em qualquer canto da Criação, embora, em determinadas profundidades das Ribe Men, sua constituição difira ligeiramente. Uma Erde, invariavelmente, será esferoide, pois é o Circulo do Infinito munido das fundações (shudden) dos modos de ver. Todas as Erden giram em torno de duas direções: provém de uma necessidade e se destinam a um fim, sempre movimentando-se de forma vertical. O que se torna é resultado do que era, acrescido da Vontade Inteligente. Assim, dá-se o destino dos Reinos. Do destino dos Reinos, vê-se a glória ou perdição das ziren dos Reis, sementes essas sempre de estirpes comuns, segundo uma sucessão temporal. Não há tempo, e há Tempo. Tudo é uma coisa só, se visto em graus concêntricos. Tudo é diferente, se contemplado sob o olhar profano, sempre obtuso. Esta é a figura natural simbólica do Progresso: uma imensa espiral no sentido do movimento solar.

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